Estudar no Exterior

Novas perspectivas para melhorar o seu país

Texto original extraído de: UALGZINE (Abr/2016) p.09

Soube que queria vir para a Universidade do Algarve , em 2013, quando ouvir falar pela primeira vez um professor da Ualg no BRASIL. NATHÁLIA BRANDOLIM BECKER achou os temas tão interessantes que, em 2014, veio fazer uma parte do mestrado em Psicologia na academia algarvia. Quando terminou, voltou para o Brasil, mas regressou novamente, encontrando-se atualmente a realizar o Doutoramento em Psicologia como bolseira de “Doutorado Pleno no Exterior” pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Nathália graduou-se na Universidade Metodista de São Paulo onde conseguiu uma bolsa paga a 100 porcento. Durante cinco anos estudou para ser psicóloga. Nesse período fez estágios em diversas áreas, como Psicologia Escolar, Psicologia Comunitária e da Saúde, Psicologia Clínica, além de participar em grupos de investigação sobre diabetes, trabalhando como voluntária num acampamento para crianças. Posteriormente,  trabalhou como psicoterapeuta numa clínica particular até iniciar o Mestrado em Psicologia da Saúde (bolsa CAPES), dando continuidade à investigação na área de diabetes. Durante o período de mestrado que realizou na Ualg considera que evoluiu muito. Agora em Doutoramento, Nathália espera poder levar ideias inovadoras, novas perspectivas e conhecimentos, que possam contribuir para melhorar o seu país.

Entre o mestrado e o doutoramento casou-se com um brasileiro que já se encontrava na UAlg e que atualmente está em pós-doutoramento. A fase de integração foi muito tranquila, pois sempre se sentiu “muito bem acolhida”.

Na Universidade do Algarve, Nathália valoriza muito a possibilidade de estar em contacto não só com portugueses, mas também com pessoas de outros países. “Acredito que quanto mais abertos estamos para nos aproximarmos de outras culturas diferentes, mais crescemos como pessoas e, consequentemente, como profissionais.

Quanto ao ensino e à investigação na UAlg, a aluna encontra algumas diferenças, “aqui a investigação é uma área levada muito a sério. O grau de qualificação dos professores e investigadores é alto e isto faz com que possamos ficar mais instigados a amadurecer para poder chegar a este nível. E por isso, aqui estou eu, para aprender investigar”.

Sobre Faro, o Algarve e Portugal, não tem dúvidas: “amo viver em Faro, é uma cidade tranquila e que muito me agrada. O Algarve, assim como Portugal, é lindo, tem belezas naturais e culturais impressionantes. Gosto muito de viver cá”.

Aconselharia esta Universidade a outros colegas porque considera que, embora existam instituições que também têm bons profissionais e desenvolvem bons projectos de investigação, ser-se muito acolhedora são poucas as que são capazes.

Nathália tem 25 anos e está a viver esta experiência tentando absorver, aproveitar e apreender o máximo que pode. Define-se como uma pessoa tranquila e muito rigorosa e defende que “temos que valorizar sempre as oportunidades”. Satisfaz-se com a alegria das pequenas coisas, “como o cheiro fresco do ar depois da chuva, uma boa refeição caseira e um café com leite bem quentinho no início e no final do dia”. Talvez por isso, “aprecie muito mais simples atos de gentileza, do que grandes e deslumbrantes feitos”.

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